2017 com força total

Para não repetir os mesmos erros de 2016 e começar o ano com o pé direito, empresas do litoral catarinense, principalmente de Florianópolis e Balneário Camboriú, podem aproveitar o incremento da receita nas épocas de Natal, Réveillon e alta temporada, para colocar tudo no seu devido lugar.

Em especial no verão, quando essas cidades recebem milhões de turistas do Brasil e do mundo, atraídos pelas belas praias, festas e clima descontraído da Ilha e do Vale, muitos comércios, redes hoteleiras, supermercados, entre outros, têm um aumento considerável no faturamento comparado a meses anteriores.

Visando um 2017 sem desesperos, o mais certo a fazer, em primeira instância, é utilizar o dinheiro arrecadado na estação em que as regiões são tomadas por visitantes, para pagar dívidas do passado, sejam elas referentes aos pagamentos de folhas, fornecedores ou passivos com manutenção.

Após quitar os atrasados, outra medida importante refere-se à elaboração de um planejamento mais organizado para sobreviver durante todo o ano, até o próximo verão. Evitando assim, ter a obrigação de fazer a antecipação do cartão de crédito, descontos de duplicatas e outros títulos que acabam encarecendo muito as operações.

As empresas precisam elaborar um programa que tenha em vista as demandas e as necessidades, como deixar de investir no que não trouxe retorno anteriormente, ou seja, colocar em prática o simples e evitar o que for muito arriscado. O objetivo é conseguir concentrar o orçamento naquilo que realmente vai reverter em renda para a empresa ao longo de 2017.

Seguindo esses passos será mais fácil não recorrer a instituições financeiras, com os temidos empréstimos a juros abusivos mês a mês, e outros meios para poder viabilizar o crédito necessário e dessa maneira continuar de pé. Só assim também será viável manter todos os funcionários e quem sabe, futuramente, contratar novos.

Com a recessão econômica e a confiança dos cidadãos abalada, a dica para viver com estabilidade, fugindo do vermelho, é, sem dúvida alguma, ter bom senso. Foco e disciplina também são pontos fortes. A organização será a chave da mudança para melhor.

Empreender do jeito certo

Muitas são as causas para uma empresa não dar certo, e a palavra “falta” antecede cada atitude não pensada: falta de planejamento, falta de pesquisa de mercado, falta de demanda para o que o negócio produz, entre outras situações.

É de extrema importância entender que uma ideia de sucesso não garante vida longa às companhias, até porque colocá-la em prática não é uma tarefa fácil.

Para empreender é indispensável planejar cada passo, ter controle financeiro, cautela na escolha dos sócios com quem vai dividir as decisões da empresa, se for o caso, além de não se acomodar com absolutamente nada, ser inovador e saber separar a vida profissional da pessoal.

Outro ponto primordial é se entregar de corpo e alma ao negócio. Geralmente, as pessoas querem ser os “patrões” para fazer o próprio horário, folgar quando quiser e ter regalias. Mas não entendem que ter uma empresa é passar noites sem dormir, trabalhar de 12 a 14 horas por dia, e muitas vezes, ser o primeiro a chegar e o último a sair.

Quanto ao planejamento, quem quer empreender de forma correta tem que estudar a demanda do seu produto no mercado, se existe procura o suficiente e quem são as pessoas que vão consumi-lo. Assim como é inviável não ter o acompanhamento de assessorias jurídica e contábil, essenciais em todos os ciclos de uma empresa, desde o início.

O que também acontece com alguns aspirantes a empreendedores, é não contabilizar o quanto custa fundar um negócio. Abrir simplesmente sem saber o que realmente é necessário de investimento para iniciar e manter uma empresa. Um erro frequente é a falta de atenção no fluxo de caixa. O que entra nele deve compensar o que sai. Caso contrário, nada sairá do lugar.

Sobre os sócios, todos devem estar em sintonia, querendo a mesma coisa e olhando para a mesma direção. Deve haver paciência, compreensão e cuidado para expressar opiniões e acima de tudo, respeitar a dos outros.

Como de praxe, uma empresa possui compromissos financeiros com fornecedores, funcionários e manutenção. O que o empresário faz na vida pessoal tem que ser pago com a remuneração que recebe por mês. Mexer no caixa da companhia para pagar férias e presentes à família é o caminho mais curto para a ruína.

Por fim, também é fundamental ouvir as ideias de outras pessoas, resolver as dores dos usuários, procurar incansavelmente a excelência e quando encontrar, seguir em outra busca. Empreender requer disciplina e persistência. O caminho a percorrer não será só de flores, e sim de muitas pedras.

dia-do-medico-paramedico-12_0

Saúde em crise

O assunto do momento na área médica é, sem dúvida alguma, a venda do hospital de um dos maiores planos de saúde do Brasil, em São José. Tal negociação teoricamente servirá para amenizar um passivo de números altíssimos. E é essa dívida que preocupa os 1,6 mil médicos cooperados e assusta ainda mais os quase 250 mil usuários que utilizam diariamente clínicas e hospitais da região.

Autorizada no último dia 14, via Assembleia Geral, a venda do imóvel, que possui 144 leitos, deverá ser realizada ao governo estadual e contará com o financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Como um baque, esse acontecimento trouxe, de imediato, muita insegurança sobre o futuro da já enfraquecida saúde nacional. Qual será a consequência para quem dependia deste serviço? Como ficarão as já superlotadas cadeiras dos precários hospitais da Grande Florianópolis?

Para quem usufrui de exames, consultas, internações e cirurgias, a pergunta é se, e de que forma os benefícios serão afetados. Para médicos, clínicas, laboratórios e hospitais, que também mantém o plano de saúde, resta o receio iminente da famigerada falência, o que faria com que seus cooperados arcassem diretamente com os prejuízos dela resultantes, até o limite do débito.

Na lista dos prejudicados, as clínicas e os médicos, consequentemente, estão no topo, junto com os usuários, que ocupam o primeiro lugar. Muitas vezes os planos de saúde, para diminuírem o pagamento às clínicas, não aprovam exames e consultas que são de extrema importância e repassam valores divergentes dos apresentados ao conveniado para pagamento das coparticipações, chamado de “glosa”.

Nessa conta, é fácil perceber quem sai perdendo. Um exemplo que, com certeza, alguém já escutou de um amigo ou familiar, diz respeito ao valor que os planos de saúde pagam para os médicos. Enquanto uma consulta particular pode custar mais de R$ 350,00, o mesmo procedimento feito pelo convênio terá um retorno de, em média, R$ 30,00 ao médico. Esse é um dos motivos para os dermatologistas, neurologistas, ginecologistas e tantas outras especialidades médicas não estarem mais atendendo pelos planos de saúde.

Por mais que a venda já esteja acertada, essa novela parece estar longe do final. O mistério que permanece é o quanto essa “lambança financeira” afetará o trabalho e o bolso dos cooperados e usuários da rede, que são os que costumam invariavelmente pagar a conta.

IMG_8297

O bom momento para a renegociação de débitos

Os últimos dois anos foram bastante difíceis para consumidores e empresas. Muitos não conseguiram sobreviver apenas com o capital próprio, tendo que recorrer a empréstimos e parcelamentos, assim como tantos outros não arcaram com os pagamentos com os quais tinham se comprometido.

O impulso nas compras de bens duráveis, como casas, automóveis e eletrodomésticos, incentivado pelo governo em 2013 e 2014 para tentar frear a crise que se aproximava, somado ao desemprego e à estagnação da economia nos anos seguintes, fez com que o planejamento financeiro de muitos cidadãos e companhias fossem desintegrados.

O fim do ano está chegando! E esse é o melhor momento de 2016 para tentar renegociar dívidas atrasadas, já que, nessa época, normalmente, as grandes empresas e os bancos abrem condições diferenciadas para regularizar débitos inadimplidos. Isso ocorre para que eles possam aumentar a lucratividade ou diminuir os prejuízos enfrentados durante o exercício, melhorando os resultados e o valor das ações na Bolsa de Valores.

No entanto, é importante esclarecer que para, aproveitar essa oportunidade, será necessário fechar as renegociações e realizar o pagamento da primeira parcela até o último dia útil do ano, 30 de dezembro. Assim, os benefícios contábeis das empresas credoras podem ser aproveitados ainda em 2016, tornando imprescindível que as propostas sejam formuladas até o início do mês de dezembro. Somente desse jeito será viável concluir o processo sem sobressaltos.

É fundamental, também, ressaltar que toda a negociação de dívidas vencidas deve envolver um planejamento financeiro prévio, para verificar se o compromisso a ser assumido está dentro do orçamento da família ou da empresa, evitando, dessa forma, inadimplência futura do débito renegociado. Outro ponto crucial é ter o acompanhamento de uma assessoria jurídica ou de órgãos de defesa do consumidor, para que não haja a cobrança de taxas abusivas pelos credores.

A morte prematura das empresas de tecnologia

Muito se fala em startup hoje em dia, um modelo de negócio inovador, repetível, enxuto e com crescimento ilimitado em um curto espaço de tempo, porém arriscado. No entanto, essa imprecisão não para o ritmo de crescimento do atual perfil de empresa, diferente do tradicional. Santa Catarina, por exemplo, é o sexto Estado com mais startups no Brasil, somando 185 no total, de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). No topo do ranking está São Paulo, com 1299 empresas.

Esses números só tendem a aumentar nos próximos anos. Ainda segundo a ABStartups, a estimativa é que esse mercado movimente em torno de 2 bilhões ao ano e represente 5% do PIB brasileiro até 2035.

A questão é que a criação de uma startup abre enormes oportunidades para os empreendedores, já que regulariza o negócio, aproxima investidores e viabiliza a obtenção de empréstimos e a celebração de contratos. Contudo, esse processo implica em planejamento e custos aos empresários, tais como pesquisa de mercado, gestão de pessoas, impostos, taxas e a necessidade de se ter uma assessoria contábil e jurídica que compreenda as medidas a serem tomadas nesse meio.

Ocorre que quem quer empreender em startups pode acabar por se antecipar no momento da formalização, quando não dispõe de recursos suficientes para atender a todas as despesas. O que leva muitas pessoas a fazerem economias que, no futuro, vão gerar custos exponencialmente maiores, tais como a não contratação de uma assessoria jurídica especializada, que poderá acarretar em grandes perdas e armadilhas, e a venda prematura de participação para os conhecidos “investidores abutres”.

Qualquer negócio possui o seu tempo de maturação e antecipá-lo, muitas vezes, significa correr riscos desnecessários que podem levar à inviabilidade do negócio em médio prazo. Cada detalhe tem importância quando se diz respeito a startup, até os mínimos, apesar de ter uma base mais “simples” do que as empresas habituais. A ideia pode ser genial, mas sem planejamento e foco, pode acarretar na sua morte prematura.

IMG_8334

Crescer sem medo

Foi aprovado, no dia 4 de outubro, o Projeto de Lei 125/2015 – Crescer sem Medo, que aumenta o teto do faturamento anual das empresas optantes do Supersimples, de atuais R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões. A ampliação também beneficia o microempreendedor individual (MEI), cujo teto passará de R$ 60 mil para R$ 81 mil.

A majoração estabelecida pelo Congresso nada mais é do que uma medida para tentar reduzir os prejuízos do pequeno empresário com a grave crise que assola a economia brasileira. Sim, porque o aumento do teto em 35% não alcança sequer metade da inflação do período, que atingiu 80,27% (IPCA) desde 2006, data de publicação da LC 123, que criou o Simples. Não bastasse isso, o novo limite de faturamento será válido somente a partir de 2018, em franco descompasso com as necessidades emergenciais do pequeno empresário, que não se sabe se terá fôlego para aguentar data tão distante.

A grande inovação da lei está na figura do investidor-anjo, que poderá aportar recursos nas micro e pequenas empresas, com o objetivo de participar dos lucros obtidos, sendo remunerado pelo valor aplicado. O investidor não será considerado sócio e estará desvinculado de passivos trabalhistas e tributários, não respondendo por quaisquer dívidas.

Além disso, o investidor-anjo conseguirá aplicar capital na empresa sem que esta tenha que recorrer a métodos ortodoxos e de alto risco, como a busca de dinheiro no mercado, quase sempre a juros abusivos. As startups naturalmente serão grande beneficiadas por essa nova figura, podendo receber grandes investimentos sem perder a condição benéfica da tributação pelo Supersimples.

Para arrematar, com a pretensão de evitar a exclusão de cerca de 700 mil empresas do Simples, por conta de dívidas junto à Receita Federal, foi estendido o parcelamento dos atuais cinco anos para 10 anos, que poderá ser solicitado pelo contribuinte já em 2017.

O projeto aprovado está longe de ser perfeito, contudo, corrige distorções da lei anterior e promove o ingresso de novas atividades, como cervejarias, vinícolas, e pequenas destilarias, trazendo benefícios aos produtores catarinenses, afetados pela alta tributação do setor.

O Crescer sem Medo visa dar um fôlego às micro e pequenas empresas, principais geradoras de empregos no país, para que, parafraseando o próprio nome do projeto, possam crescer sem o medo de serem excluídas do regime tributário simplificado. A geração de receitas e a saída da crise, com o estímulo da economia, são o objetivo da medida.

Economia tributária em tempos de crise

Sobreviver honestamente no mercado, em um momento de dificuldade e recessão econômica, requer a adoção de medidas objetivas. Os custos tributários, por absorverem grande parcela do faturamento empresarial, podem e devem ser otimizados, mediante uma análise das leis vigentes, para, com base em um bom planejamento, produzir-se uma economia fiscal.

Cabe ao empresário gerir seus negócios com a melhor eficiência possível, o que significa realizar os procedimentos legais cabíveis, tendo em vista reduzir a carga tributária incidente, de modo a propiciar um retorno positivo do capital investido.

As clínicas odontológicas, por exemplo, têm a possibilidade de obter enquadramento benéfico e, assim, diminuir os tributos federais na ordem de 5%. Para esse tipo de prestador de serviços, voltado à área da saúde, que só em tributos à União, recolhe, em média, 12% de sua receita bruta, um ajuste em tais termos permite uma redução de cerca de 40% do custo fiscal, com grande impacto no aumento da lucratividade.

Em polo oposto, empresas do segmento da construção civil possuem igualmente créditos a recuperar, como o ISS (Imposto sobre Serviços), cuja incidência, via de regra, excede o limite legal, tornando inconstitucional sua exigência.

O setor, inclusive, tem sido duramente afetado diante do atual cenário brasileiro. Obras paradas, custo dobrado: é difícil pagar um funcionário em dia e demiti-lo tornou-se uma tortura, pela dificuldade de efetivar as rescisões. Os impostos da folha de pagamento, que atingem a média de 28%, podem ser minimizados, visto que nem todas as verbas pagas devem ser alvo do INSS. O mesmo se aplica às empresas que estão incluídas no Programa de Desoneração da Folha.

A economia passível de ser alcançada não decorre de um “milagre tributário”, mas sim da execução de condutas lícitas e éticas, que pretendem conferir maior rentabilidade ao empresário e investidor. E há um motivo para isso: a complexidade tributária brasileira faz com que cerca de 90% das empresas paguem mais tributos do que o devido. Será que a sua empresa é uma delas?

IMG_8303

A crise tecnológica brasileira

O Brasil enfrenta inúmeros problemas devido à excessiva burocracia e a ineficácia da máquina pública, o que integra o chamado Custo Brasil. Um dos gargalos mais prejudiciais ao país é, sem dúvida, a enorme demora nas análises dos depósitos de marcas, patentes e programas de computador pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que é a autarquia federal responsável pelo registro da propriedade industrial no Brasil.

Para se ter uma ideia, o Inpi leva pelo menos cinco anos para analisar um pedido de registro de marca, entre sete e dez anos para patentes, e quase três anos para os programas de computador.

Isso gera enorme insegurança e prejuízo aos empreendedores brasileiros, porque, enquanto o registro não é definitivamente analisado, o exercício pleno dos direitos da propriedade industrial fica prejudicado, dentre os quais o uso exclusivo e a cobrança de royalties. Além disso, a venda dessas tecnologias, quando realizada, não alcança as altas cifras atingidas em operações equivalentes ocorridas no Exterior.

No caso dos programas de computador, o prejuízo é ainda maior, considerando que após o registro do software ser obtido, o programa normalmente já sofreu atualizações estruturais e operacionais que não são protegidas pelo primeiro registro, carecendo de novo depósito e novo longo processo.

Com toda essa demora, os empresários e inventores nacionais vêm exportando as tecnologias desenvolvidas no Brasil para outros países onde o registro é mais célere, barato e eficiente, a fim de garantir a propriedade de suas criações.

Um dos destinos mais procurados são os Estados Unidos da América, lugar em que a obtenção de uma federal trademark (marca lá registrada) ou de uma copyright (registro americano do programa de computador) dá-se em menos de seis meses e tem custo parecido àquele observado no Brasil.

É necessário esclarecer, no entanto, que o processo de registro no Exterior não é tão simples e deve ser acompanhado por profissionais qualificados para tanto, evitando, assim, dissabores futuros.

A internacionalização das empresas de tecnologia

As empresas de tecnologia vêm ocupando um espaço importante na economia brasileira, especialmente, na catarinense. Contudo, algumas dificuldades ainda são encontradas, basicamente causadas pelo excesso de burocracia, insegurança jurídica nos negócios efetuados, alta carga tributária e demora na análise dos pedidos de registro de marcas, patentes e programas de computador.

Esses problemas, associados à instabilidade política e econômica enfrentada pelo país, vêm dificultando as negociações internacionais pelas empresas de TI e, por consequência, impedindo o recebimento de investimentos por startups, o financiamento de projetos e a contratação de serviços de desenvolvimento de softwares e apps.

Uma alternativa que está ganhando força é a internacionalização das empresas de tecnologia, principalmente para o mercado americano, pois lá, os investidores têm mais segurança nas aplicações realizadas em empresas nacionais, já que a concessão de financiamentos por fundos de investimento e por bancos é muito mais barata e rápida, e o registro da propriedade industrial e intelectual é mais eficiente.

A ideia, em regra, é manter duas estruturas, sendo uma no Brasil, para continuar o desenvolvimento das tecnologias, e outra nos Estados Unidos.

É verdade que a desvalorização do real frente ao dólar pode ser um limitador para algumas companhias, mas as oportunidades criadas por estarem inseridas no mercado americano – que é o maior do mundo e ainda está aquecido –, e instaladas próximas ao Vale do Silício, são indiscutíveis.

Ademais, o estabelecimento de parte da estrutura da empresa em outro país permite que o faturamento passe a ser recebido em dólar, enquanto o custo para a produção dos programas e aplicativos continua sendo em real.

No entanto, é importante destacar que a tomada de decisões deve ser precedida de planejamento e acompanhamento de profissionais especializados no ramo, por se tratar de um país com legislação e tributação diferente da brasileira, evitando, desta forma, maiores prejuízos.

Como reagir à crise

Por muito tempo a crise econômica era vista como uma mera especulação, distante da nossa realidade. Esse conceito foi logo desconstruído quando nos deparamos com grandes empresas demitindo funcionários, vendendo suas operações e se reinventando para continuar no mercado.

De certa forma, os empresários são os mais atingidos no atual cenário, principalmente devido ao aumento de impostos, redução de vendas e, consequentemente, de faturamento, e o medo generalizado de investir em meio a tanta instabilidade.

No entanto, pensar que tudo está perdido não é o melhor caminho. O empreendedor precisa tomar as rédeas da situação e encarar os problemas de uma forma positiva, só assim será viável solucioná-los. É possível sobreviver às adversidades, basta adaptar-se e tomar decisões sensatas.

O empresário precisa, primeiramente, controlar os próprios gastos, tendo em mente que o padrão de vida elevado deve ficar de lado. Viver de aparências com dinheiro emprestado, somando juros e mais juros, pode ser o atalho para chegar à falência.

Outro ponto importante é atentar-se ao produto que oferece à sociedade. Analisar as preferências das pessoas e se o serviço prestado está de acordo com as exigências atuais. Às vezes é necessário mudar e conquistar novos territórios, mercados e clientes. Além disso, quem está à frente de uma empresa precisa reavaliar sua política de preços, que, por sua vez, precisam ser competitivos. Geralmente, as opções mais caras permanecem nas prateleiras.

Verificar de perto a gestão da empresa é uma prática indispensável. Fiscalizar os custos e compreender que não será permitido repassá-los para o preço que chega ao consumidor é o rumo mais correto a seguir.

Investir em uma loja virtual ou e-commerce em vez de manter uma loja física com aluguel, um número maior de vendedores e contas de luz e água, também é uma oportunidade para sair bem dessa areia movediça.

Por fim, o líder de uma companhia precisa desapegar-se de resultados passados e moldar-se aos novos tempos e desafios que, com certeza, podem ser vencidos.