Muito cuidado na hora de usar o cartão de crédito no exterior, alerta especialista

Desde a instituição do real como moeda brasileira, o crescimento do mercado de turismo internacional vem batendo recordes, ano após ano. Além disso, mesmo em momentos de crise monetária, com a desvalorização do real frente ao dólar e outras moedas, como acontece nesse momento, os gastos dos brasileiros no exterior não param de crescer.
Os preços dos produtos em países como Argentina, Estados Unidos e México, mesmo com o dólar em ascensão ainda se mostram interessantes. Contudo, há necessidade de se tomar alguns cuidados para evitar desgostos futuros com as compras com cartão de crédito lá fora.
O primeiro cuidado é a liberação antecipada das compras no exterior na central de relacionamento da empresa de cartões, pois normalmente qualquer tipo de compra em outros países é preventivamente impedida pela administradora. Solucionar esse problema quando você já está no exterior acaba causando transtornos grandes com ligações para o Brasil e perda de tempo da viagem.
O segundo cuidado é com as constantes variações do preço do dólar, mesmo que você não esteja nos Estados Unidos, isso porque, qualquer compra feita em moeda diferente do real é convertida para dólar e posteriormente para real. Ocorre que se a cotação do dólar disparar a conta será majorada proporcionalmente. É importante lembrar que no último ano houveram variações em alguns meses de quase 20%.
Outro detalhe fundamental é que a conversão será realizada na data do pagamento da fatura e normalmente pelo dólar turismo, que possui uma cotação de 5% acima do dólar comercial. Alguns bancos utilizam cotações próprias que são ainda superiores ao dólar turismo.
Além disso, o governo brasileiro cobra o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% sobre o valor de cada compra.
Desta forma, não basta simplesmente fazer a conversão no momento da compra. É necessário que, para evitar surpresas e dores de cabeças na sua compra no exterior, você converta o valor da compra para o real com um adicional de 10%, mais um montante de segurança de pelo menos 10% de possibilidade de crescimento da cotação do dólar e mais 6,38% para o pagamento do IOF.
Por isso, avalie se não compensa comprar a moeda estrangeira no Brasil para evitar a ressaca pós-férias.
Daniel Teske Corrêa, advogado e professor universitário em Santa Catarinadaniel

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