Recuperação Judicial: alternativa para a falência

Há muito os empresários brasileiros não experimentavam tempos tão difíceis na economia como nos últimos anos. Após um longo período de calmaria e crescimento, o revés de uma crise econômica expôs as fragilidades dos negócios brasileiros e testou as habilidades de adaptação dos empreendedores. Como resultado dessa instabilidade, apenas nos seis primeiros meses de 2017 foram registrados 685 requerimentos de recuperação judicial.

Após o expressivo incremento do ano anterior, quando se registrou 923 pedidos no mesmo período, e também seguindo o tímido otimismo com relação à economia do país, o número de pedidos de recuperação judicial diminuiu. Dados divulgados pelo sistema Serasa Experian mostram queda de 25,9% na quantidade de requerimentos efetuados de janeiro a julho, em comparação com o período de 2016.

A alteração percebida nesses dados é reflexo da inflação e juros menores o que torna mais fácil a renegociação das pendências. Uma esperança para que as empresas possam voltar aos trilhos, a recuperação judicial é fundamental para quem já não conseguem arcar com as dívidas e corre o risco de falir. O plano de recuperação possibilita que o negócio se reequilibre, seja preservado e, acima de tudo, produza, aqueça a economia e continue a gerar empregos.

É sabido que a crise econômica que o país atravessa nos últimos anos deixa marcas profundas. O empresariado brasileiro não saiu ileso e deve, com planejamento e assistência adequada, retomar o caminho do desenvolvimento. Nesse contexto, a recuperação judicial deve ser vista como uma alternativa inteligente para garantir a vida de milhares de negócios. Para isso é necessária assessoria especializada, avaliando as condições reais de cada negócio, o momento econômico e a eficiência dessa tomada de decisão. O momento não é favorável para aventuras, pelo contrário, requer cada vez mais certezas e seguranças, em especial quando se trata de manter as portas da empresa abertas.

 

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